Descrição do Projecto
Objectivos:
O objectivo deste trabalho é construir um modem que funcione na linha eléctrica.Para isso tivemos que:
Pretende-se avaliar e compreender este sistema de comunicação (automatização) que, pela nossa pesquisa, descobrimos que já é largamente utilizado nos Estados Unidos e está agora em rápida expanção pela Europa visto trazer várias vantagens sendo a mais importante a utilização das linhas eléctricas (cablagens) já existentes, dispensando assim o custo inerente a novas linhas dedicadas ao sistema de automatização.
Seguem-se as várias fases que percorremos até à aplicação final .
- Procedemos à pesquisa de produtos nesta área, de forma a termos a percepção das características da comunicação através da linha eléctrica. Encontramos vários produtos, a grande maioria comercializáveis na América, e implementados nas habitações cuja rede eléctrica tivesse um valor eficaz de 110 volts Ac e uma frequência de 60 Hz. Aí apercebemo-nos de que não bastava proceder à compra de um qualquer dispositivo deste género, proceder à sua análise a nível de hardware, fazer algumas melhorias e procedermos à sua avaliação de performance para percebermos a capacidade de comunicação através da rede eléctrica, mas sim que tinhamos de enveredar pelo estudo dos protocolos já criados, que características da rede eléctrica nos eram prejudiciais para este projecto e acima de tudo, que tecnologia e que componentes seriam utilizados para este tipo de comunicação.
Para rentabilizarmos o tempo que nos foi destinado
para a execução deste projecto, começamos por criar
vários projectos de hardware para a criação dum sistema
que comunicasse através da rede eléctrica.
Para isso era necessário injectar um qualquer tipo
de sinal na linha eléctrica, sem prejudicar aquilo
que ela é destinada. Pensámos em injectar uma pequena
tensão contínua no instante em que a forma sinusoidal
da linha eléctrica fosse a passar pelo zero. Assim,
do outro lado (receptor), analizávamos o instante em
que ela passava por zero e dependendo da presença ou
não do sinal contínuo, tinhamos um nível lógico um
ou zero.
Mas logo aí tinhamos uma característica da rede eléctrica
a barrar-nos o caminho. Qualquer sinal contínuo que
seja inserido na rede eléctrica é abafado por ela.
Ou seja , mal tentássemos inserír o sinal, logo era
consumido por qualquer dispositivo que a ela estivesse
ligado, sendo assim impossível para o nosso receptor
analizar qualquer sinal contínuo do outro lado da linha.
Aí tinhamos uma hipótese : Em vez dum sinal contínuo
inseriamos uma onda quadrada com uma frequência muito
superior à da rede eléctrica (50Hz), quando esta fosse
a passar pelo zero. O receptor iria analizar então
a presença ou não do sinal com essa frequência e iria
detectar um nível lógico 1 ou 0. Foi então que começámos
a estudar a teoria inerente à tecnologia de transmissão
dos produtos X10. Para isso recorremos à página
X10 Technology Transmission Theory
duma das empresas que comercializa produtos X10.
Para o estudo do protocolo em si recorremos ao
Standard and Extended X-10 Code Formats
Depois do protocolo e da tecnologia de transmissão
estudados bastava-nos fazer algumas alterações ao protocolo
X10 e projectar o hardware para a comunicação através
da rede.
Foi nesta etapa que tivemos algumas dificuldades, pois
não conseguimos nenhuma indicação sobre o hardware
a utilizar.
Apenas tinhamos um bom artigo da revista Electror(®)
n.º 119 de Novembro de 1994 que indicava um circuito
integrado NE5050N ( da Philips® /Signetics® ) capaz
de fazer a modulação e desmodelação dos sinais digitais,
especialmente fabricado para sistemas de controlo através
da rede eléctrica.
Este integrado modula em amplitude (ASK - Amplitude
Shift Keying) uma frequência portadora. A máxima amplitude
da portadora representa um nível lógico alto e zero
de amplitude significa nível baixo.
Depois de várias pesquisas não encontrámos qualquer
outra referência acerca deste integrado, mesmo no site
da Philips®, pelo que não nos interessava apenas montar
o circuito que vinha descrito na Elector®, modificando-o
para utilizar um microcontrolador, visto ficarmos sem
perceber para que é que serviam os componentes externos
do NE5050N e sequer como é que este modem (NE5050N)
funcionava.
Restava-nos voltar aos produtos X10, e ao hardware que estes utilizavam . As informações sobre componentes utilizados não eram muitos, e sem essas informações não podiamos prosseguir o projecto de sistema de comunicação através da rede eléctrica, pois era preciso dimensionar um qualquer circuito que inserisse uma moduladora na rede eléctrica servindo a própria rede eléctrica como portadora e posterior filtragem da frequência da rede eléctrica para se obter então a frequência que tinha sido lá metida de forma a detectarmos um nível lógico um ou então um nível lógico zero. No artigo da Elector era utilizado um transformador de pulsos para a inserção e posterior recepção do sinal modulado, mas não tinhamos qualquer ideia como é que este transformador funcionava.
Encontramos uma Technical Note, onde era descrita a operação de dois interfaces de comunicação através da linha eléctrica ( PL513 e TW523 ), e onde nos era dado um esquema completo, no entanto era dimensionado para uma linha de 110 Volts e 60 Hz, e não se conseguia distinguir com precisão os componentes utilizados.
Depois duma procura exaustiva, descobrimos o integrado
LM1893 Carrier-Current Transceiver da National® que
fazia exactamente aquilo que pretendíamos. Este integrado,
tem um sistema de portadora de corrente, dimensionado
precisamente para uma utilização nas aplicações de
comunicação através da rede eléctrica. Faz um interface
serial 'half duplex' (bi-directional) de comunicação.
Para a emissão, uma portadora sinusoidal é modulada
em frequência (FSK - Frequency Shift Keying ) e inserida
na linha eléctrica através de um robusto driver integrado
no CI. Para a recepção, um desmolador baseado num sistema
PLL (Phase Locked Loop), descodifica o sinal aliado
a um filtro supressor de ruido. Para mais informações
sobre este integrado e transmissão através da rede
eléctrica recomendamos vivamente a leitura da sua DataSheet.
LM1893 / LM2893 Carrier-Current Transceiver
Neste DataSheet é apresentado um esquema geral para
o interface assim como são explicados todos os pormenores
da transmissão através da rede eléctrica e a função
dos vários componentes externos utilizados.
De seguida encontrámos outro integrado, o ST7537HS1
- Home Automation Modem da SGS-THOMSON MicroElectronics®.
As suas principais características são :
O que o torna ideal para o nosso projecto de comunicação através da rede eléctrica. O esquema de interface é extremamente simples e utiliza componentes baratos o que dá a possibilidade de reduzir ao máximo os custos inerentes a uma aplicação final.
ST7537HS1 - Home Automation Modem
O hardware para o interface estava escolhido.
Restava-nos então, depois duma análise exaustiva do
esquema apresentado, proceder à sua montagem e prosseguir
para a criação do protocolo de comunicação .
No entanto, tornava-se difícil encontrar os componentes
ST7537HS1, e o transformador de pulsos TOKO® T1002
N aqui em Portugal.
Para isso, recorreu-se a uma empresa sueca - a H.T.H.
que disponibilizava todos estes componentes e uma placa
de circuito impresso com o esquema. Compraram-se dois
PLM-24( Power Line Modem - 24 , o nome que a HTH® chama
a este interface ), e procedeu-se à disposição dos
componentes na placa de circuito impresso.
High Tech Horizon
(HomePage)
Depois de verificada a soldadura e toda a disposição
dos componentes, procedeu-se à sua ligação.
O Power Line Modem funcionou à primeira . Ligando um
gerador de sinais com uma onda quadrada a um dos power
line modem funcionando como emissor, conseguiu-se num
outro power line modem, funcionando como receptor,
visualizar também um sinal quadrado com a mesma frequência
da do sinal injectado na entrada Tx do primeiro, na
saída Rx do segundo power line modem.
Restava então agora interligar o power line modem ao
microcontrolador ( 80535 - família do 8051) e procedermos
à criação dum protocolo que distinguisse os vários
emissores e receptores na linha e tivesse uma detecção
de erros de transmissão.
Numa aula seguinte, quando íamos testar o PLM com o
microcontrolador, optamos por primeiro testá-lo outra
vez com o gerador de sinais, e para nosso espanto,
não funcionou.
Depois de algumas aulas a analisar todo o circuito,
todas as soldaduras, todos os componentes. descobrimos
que era um dos ST7537HS1 que não estava a funcionar
correctamente. Substituimos por outro e imediatamente
funcionou.
Tentámos descobrir o que levou ao mau funcionamento
de um dos ST7537HS1 e a única explicação possível é
que, sendo um componente em PLCC - Plastic Chip Carrier
bastante sensível, se tenha deteriorado pela não precaução
das descargas electrostáticas, numa descarga através
do ferro do soldar, quando se soldaram novos conectores,
por exemplo .
|
Back |
Up |
Forward |
|
|
Pages by Nuno Nunes. |
|